América do Sul,  Angra dos Reis,  Bahia,  Brasil,  Club Med,  Hotéis,  Itaparica,  Nordeste,  Praias,  Rio de Janeiro,  Viagem Nacional

Club Med Itaparica e Club Med Rio das Pedras: qual é o melhor?

Em Outubro de 2011 eu fui para Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em uma viagem de formatura para o Club Med Rio das Pedras. Em Novembro de 2014 eu fui para Ilha de Itaparica, na Bahia, em uma viagem de formatura para o Club Med Itaparica.

Foram duas viagens completamente diferentes, com pessoas diferentes e uma Camille tão diferente entre 2011 e 2014 que é quase impossível achar alguma semelhança.

Angra dos Reis
Antes de tudo um ponto precisa ser levantado: eu não sou a maior fã de turismo de repouso. Eu gosto de viajar para conhecer lugares novos. Entrar em contato com sabores e aromas diferentes. Confrontar as minhas verdades com o mundo e aprender com o outro.
Quem sabe um dia eu não mudo de opinião. Ou, sendo bem sincera, quem sabe um dia eu não viro uma pessoa muito cansada da vida rotineira, para clamar por uma semana em qualquer resort all inclusive desse mundo. As coisas mudam e não sei o que me espera amanhã, né?
Mas essas foram viagens de formatura, então o objetivo era se divertir com os amigos e ponto. Mas nunca é só isso.

Ilha de Itaparica

A começar pelos trajetos.
Fui de ônibus para o Club Med de Angra. Numa viagem que saiu de São Paulo, parou em um posto de conveniência em Guaratinguetá e terminou dentro do resort. Dentro de estradas a gente pouco vê dos lugares por onde passa. Então eu teria observações geográficas sobre o caminho, mas nada muito concreto sobre o aspecto humano.

O caminho desde São Paulo até o Club Med de Itaparica foi completamente diferente. Depois de voar até Salvador (contei um pouco sobre o voo aqui), pegamos um ônibus até o Terminal Marítimo de São Joaquim. Onde embarcamos no ferry boat até Itaparica, e depois, pegamos mais um ônibus até o resort.

Andar dentro de Salvador foi um baque.

Não me considero uma pessoa tão alienada assim, mas fazer o que, querendo ou não a gente vive em uma bolha. E na minha bolha cor-de-rosa, aquela viagem seria uma ótima pedida para descansar depois de uma semana de provas. Aproveitar com os meus amigos e ainda ver as praias lindas do Nordeste.

Se eu sempre soube da desigualdade social? É óbvio. Mas de repente, quando eu estou dentro de um ônibus rumo a um hotel que custou quase quatro mil reais, as comunidades carentes que passam ao meu redor nunca mais saíram da minha cabeça.

Saí de São Paulo para conhecer o estado dessas pessoas. Meus pais pagaram a viagem sem que nenhum estrago financeiro tivesse que ser feito. E ali do lado, centenas chamavam de casa barracos improvisados e tão delicados que poderiam desmoronar com o vento.

Comecei, sim, a me sentir culpada. Não de forma pessoal, eu diria, mas por pensar tanto nas fotos lindas que eu tiraria e nem sequer lembrar que a região já foi – e ainda é, muito castigada por questões ambientais e humanas.

E aqui está o motivo que costuma me incomodar em viagens que visam o repouso. Os arredores continuam ali. E alguma coisa nessa ideia de usar a casa dos outros de playground me incomoda tanto, tanto, tanto, que eu fiquei enjoada o resto do caminho inteiro até o hotel.

O Terminal Marítimo não é moderno. As pessoas costumam usar trajeto do ferry para trabalhar, inclusive. No ônibus, já na Ilha, passei por estradas de terra onde casas degradantes faziam parte do caminho. Foram trajetos incômodos, mas necessários, que deixaram ainda mais claro qual o tipo de viagem combina comigo.

Como eu já disse, não há nada de errado nesse tipo de turismo, ele apenas não se encaixa, hoje em dia, nos meus objetivos para uma viagem.

Angra dos Reis

Sobra falar sobre a estrutura dos dois resorts, né?

O Club Med é uma rede francesa de hotéis de luxo que atua no mundo inteiro. No Brasil, eles contam com quatro villages: Rio das Pedras, Itaparica, Trancoso e Lake Paradise (no interior de São Paulo).

A maior semelhança entre Rio das Pedras e Itaparica é a qualidade impecável dos serviços. Desde a recepção o tratamento é incrível. Passando por quartos muito bem equipados. Comida gostosa. Funcionários muito simpáticos e solícitos – os GO’s. E uma experiência paradisíaca. É isso o que eles vendem, e é isso que eles – perfeitamente – entregam.

Ilha de Itaparica

Prédios para as acomodações, um restaurante, de duas a três áreas sociais, bar na piscina e quadras poliesportivas. É assim que os dois hotéis se dividem. A logística, como eu já mencionei, é a mesma nos dois villages, com sistema all inclusive: comidas disponíveis o tempo todo em todas as áreas do resort. Atividades para todos os gostos, idades e horários.
Mas as semelhanças param por aí. A experiência de cada um dos hotéis é bem distinta, e falemos um pouco mais sobre isso.

Angra dos Reis

O village de Angra é mais moderno. Mesmo na praia, as instalações têm um jeito mais quadradinho, com ares de cidade. Alguns lugares e talvez as cores possam dar o ar praiano para o resort. Mas nada que supere a sensação de terem colocado areia e água salgada no meio de uma cidade.

Ilha de Itaparica

Itaparica, pelo contrário, é tomada por uma vibe rústica em todos os sentidos. Desde a decoração dos quartos a gente sente essa diferença, e sinceramente, gostei muito mais do Club Med da Bahia. Até porque nada consegue competir com tapioca fresquinha no café da manhã.

P.S: os resorts funcionam de forma diferente quando abertos ao público geral e quando reservados para viagens de formatura. Meu caso foi o segundo. Sendo assim, minha experiência é baseada nos villages adaptados para receber formandos.

Club Med Rio das Pedras

Rodovia BR-101, Km 441.5, s/n – Rio das Pedras – Mangaratiba/RJ
(21)2688-9191

Club Med Itaparica

Estrada Bom Despacho, Km 13, s/n – Nazaré – Vera Cruz/BA
(71)3681-8800

Links Úteis

Site da rede de villages

Resort Rio das Pedras no Zarpo

Resort Rio das Pedras no TripAdvisor

Resort Itaparica no Zarpo

Resort Itaparica no TripAdvisor

 

Um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *