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O perrengue de 2020: a safada da covid-19. E o que fazer para driblar esse problema? Vem conhecer o Blue Tree Thermas de Lins

Oi amigos, olha eu aqui de novo!

Tudo bem com vocês? Tomando cuidado? Lembrando que a máscara é para cobrir o nariz e não o queixo, ok amore?

O texto de hoje é um furo na cronologia das minhas viagens. Ele dá um salto para 2020, ano difícil para aqueles que amam viajar e foram impedidos por conta da dona Covid-19.

Como viajar na pandemia

Se vocês seguem a @camillepelomundo devem saber que ela deu algumas dicas muito boas de como viajar com segurança durante esse período de pandemia, tanto que a Camis foi para Monte Verde e São Francisco Xavier, conseguiu descansar e curtir essas regiões sem aglomerar, contrair ou contaminar. É possível, minha gente, é possível.

E como a pandemia é o próprio perrengue em versão turbinada, dada a sua longa duração, estou aqui para dar o relato das minhas mini férias no interior de São Paulo, em meio ao caos. Foram dias de muita pesquisa e incertezas. Mesmo morando só eu e o moço, fiquei preocupada pois esporadicamente tenho contato com os meus pais, outros familiares que estão no grupo de risco e com seres humanos no geral – empatia né, mores.

Foi em Lins, interior de São Paulo, que achei uma opção bem bacana. Fiquei 5 dias hospedada no Blue Tree Thermas de Lins, que oferece pensão completa e, em outubro de 2020, quando estive lá, estava operando com 50% da capacidade e protocolos de higiene e proteção bem rígidos. Antes de escolher o hotel, baixei o manual de segurança deles (https://bluetreethermasdelins.com.br/wp-content/uploads/manual_lins.pdf) e decidi dar uma chance para o  maior resort de águas termais do interior paulista – ai que chique.

O hotel fica a 430Km da capital. Você vai colocar no Google Maps e chorar dizendo “ai Natasha, 5 horas de carro”. Vida, pensa comigo, quanto tempo você demora da sua casa até o aeroporto? Ainda que você pegue um voo bem curto, de uma hora, você vai demorar quase a mesma coisa. “Ah, mas mesmo assim de avião é mais rápido”. Deixa eu te contar, no céu não tem Frango Assado, mas da capital paulista até Lins tem vários! Para mim, um pãozinho de semolina com manteiga na chapa é o melhor estimulante. Te garanto, a viagem é bem tranquila e passa muito rápido.

Blue Tree Thermas de Lins

Chegando lá, logo na guarita de entrada para o estacionamento já passamos pela medição de temperatura. Na sequência seguimos para o lobby do hotel que tinha uma pequena fila que parecia enorme dada a questão do distanciamento entre pessoas. Na hora do check-in você pode escolher se quer ou não limpeza no quarto, com a opção de que a camareira deixe apenas um kit com novas toalhas e amenities, sem precisar entrar no quarto, diminuindo as chances de exposição para ela e para você, ternura. Além disso, você escolhe horários para café da manhã, almoço e jantar, assim eles conseguem dividir os hóspedes em grupos e evitar aglomerações. Outra coisa bem legal: as malas são higienizadas assim que você chega.

Achei o quarto do hotel bem amplo, uma cama gigante (e maravilhosa), escrivaninha, televisão e uma bela sacadinha. O banheiro deixou a desejar, um pouco antigo, merecia uma reforminha, mas a gente não vai passar a estadia no banheiro, né? Não.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passamos álcool em gel em tudo, colocamos roupa de banho e partiu piscina, se é que você pode chamar só de “piscina”, já que estamos falando um complexo com 2,8 mil metros quadrados de piscinas e ampla área verde. É nesse momento que as 5 horas de viagem passam a valer muito a pena. É lindo de ver. Só de contemplar, você já fica relaxado, parece que você chegou no paraíso.

De acordo com o site do Blue Tree, as águas que abastecem as piscinas do hotel chegam diretamente do Aquífero Guarani e oferecem propriedades terapêuticas benéficas para a saúde e bem-estar, por meio de uma água mineral alcalina-bicarbonatada, naturalmente quente (38°C), que confere à pele uma agradável sensação aveludada, que seria ideal para o alívio do estresse, rejuvenescimento e auxílio no tratamento de muitos desequilíbrios do organismo.

Fui testar, porque eu não sou boba nem nada. Não vou negar, a primeira sensação quando você entra na água é que você vai virar canja, mas em alguns minutos você se acostuma e relaxa. O moço, minha gente, chegou até dormir boiando. E a pele sai mesmo muito diferente, parecendo que passou por uma esfoliação e hidratação – mágico minha gente, quase uma cabeleleila leila.

Atenção – as placas do hotel avisam que pessoas com problemas de pressão e outras questões de saúde podem passar mal devido a temperatura alta da água. Contudo, o hotel dispõe de uma piscina de água gelada, que foi a salvação para nós em um      dia, pois, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, em 7 de outubro o estado de São Paulo registrou a maior temperatura dos últimos 87 anos, chegando a 43,5 °C justamente aonde? Em Lins, claro. Porque o perrengue ele chega em você, de um jeito ou de outro, com ou sem a danada da Covid-19.

Refeições

Inevitavelmente a parte do restaurante é a parte mais tensa, já que é um lugar fechado. O bom é que o refeitório do hotel tem janelas bem amplas, deixando o local bem arejado. Para pegar os alimentos, é preciso colocar uma luvinha de plástico descartável. Além disso, toda a área de buffet foi cercada por um cordão de isolamento, tornando obrigatório seguir uma fila com distanciamento. Claro que sempre tem um ou outro que acha que o nariz precisa ficar fora da máscara, mas os funcionários do hotel estavam atentos, sempre chamando a atenção dos hóspedes – eu mesma levei uma chamada quando levantei da mesa sem máscara (esquecida ela) para ir buscar refrigerante. Achei muito bom.

O lado ruim, mas que é um reflexo da pandemia e das adaptações que o hotel teve que fazer, é que apenas um dos restaurantes estava funcionando – até tem outro na área da piscina, e em um dos dias teve almoço servido lá, mas não é sempre.

Também achei que a área de salada poderia ser melhor, com mais opções de molhos e mix de folhas (pode me xingar, eu mereço hahaha). Gostamos do Buffet de comida quente, simples, mas bem feitinho, com opções básicas e geralmente três tipos de carne: geralmente uma carne de boi, porco, frango ou peixe.  Acredito que em época sem pandemia, o hotel deve operar com um cardápio mais variado.

Por ser pensão completa, e não all inclusive, eventualmente você vai sentir uma fominha. Nós levamos petiscos, água e refri (o quarto tem frigobar) e foi suficiente. Em alguns momentos da estadia pedimos caipirinha (de aguardente R$13,50) e cerveja (Skol, Brahma e Itapava, R$ 8,50 – Heineken e Stella eram um pouco mais caras). O hotel também oferece algumas porções (batata frita, grelhados e lanches), com preços relativamente semelhantes a de um bar na capital, ou seja, não é barato, mas se você enjoou do lanchinho que veio na mala, pode ser uma boa saída, já que não são valores abusivos.

Faltou só uma oferta constante de cafezinho! Rs Falou a viciada em café.

Para as crianças

Acho que esse é um dos pontos fortes do hotel. Não estávamos com crianças – no máximo levamos a nossa própria infantilidade, mas vimos como as crianças estavam se divertindo com os monitores (todos, inclusive as crianças, sempre de máscara). Existem atividades para os adultos, mas numa piscina a 38°C é melhor só boiar mesmo.

Uma parte do complexo aquático é dedicado para crianças, com piscina mais rasa, toboáguas e uma decoração toda especial. Além das piscinas, o hotel dispõe de quadras, parquinho e outras atividades pagas, como tirolesa e aluguel de bicicleta. Quando fomos, a brinquedoteca estava abrindo apenas em horários especiais, assim como o salão de jogos, mas para este, era preciso comprar fichas, o que achei ruim. Acredito     que duas fichinhas por apartamento não iam comprometer a saúde financeira do hotel e iam garantir alguns minutinhos de felicidade de crianças e adultos – essa sou eu sendo birrenta! Rs

Custo-benefício

Quando comentei com amigos sobre essa viagem, me perguntaram se valia a pena o valor investido. É aquilo, mores, depende. Se você for em alta temporada, vai pagar uma estadia que pode ultrapassar R$1.000,00. Nós pagamos bem menos que isso, mas ficamos acompanhando os preços todos os dias e no final conseguimos pegar uma promoção pelo app do Booking. Para nós valeu muito, pois foi muito relaxante, o complexo aquático é de fato algo maravilhoso, e agora temos essa opção como sendo uma referência em termos de segurança e proximidade de onde moramos.

Claro que o hotel tem pontos que podem ser melhorados, mas ninguém é perfeito, né?

Finalizo aqui essa dica de estadia no interior do estado de São Paulo, mas se você tiver alguma dúvida, curiosidade, deixa aqui a sua mensagem que a gente responde, beleza?

Deixo o meu abraço à distância, banhado em álcool em gel. Nos vemos em 2021, com mais perrengues pela frente.

Um beijo no meu coração viajante.

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