Aeroporto de Carrasco,  Aeroporto de Guarulhos,  Aeroportos,  América do Sul,  Brasil,  LATAM,  Montevidéu,  São Paulo,  Uruguai

Como é viajar de Montevidéu a São Paulo com a LATAM

Depois de três dias no Uruguai, meu voo de Montevidéu a São Paulo com a LATAM sairia por volta das 19h. Por isso, me organizei para sair de Pocitos às 14h30. Mas como fazer isso, exatamente? O Aeroporto de Carrasco não fica muito próximo do Centro ou da região de Punta Carretas e Pocitos, por isso, se organize bem tanto para chegar à cidade quanto para sair dela.

Como chegar ou sair do aeroporto?

Via de regra, as quatro principais opções são táxis ou vans próprias do aeroporto, ônibus municipais ou o DMI, transfers particulares ou do seu hotel e aplicativos de carros particulares, como o Uber. E falemos de todas elas.

Os táxis e vans oficiais do aeroporto são as opções mais seguras. Principalmente se você está viajando sozinha. Eles são serviços oficiais, que podem ser adquiridos pela internet ou diretamente nos balcões do aeroporto. E como funcionam? Se você escolher o táxi, vai sozinha até o seu destino. Se escolher as vans compartilhadas, viaja junto de várias outras pessoas, o motorista deixando todas, uma por uma, em seus respectivos hotéis. Na volta, o sistema é o mesmo: a van passa no hotel de todos para depois ir ao aeroporto.

Além de serem ótimos em viagens solo, eles também podem te deixar mais tranquila caso seu voo chegue ou saia muito tarde. Foi o meu caso na ida. Como meu voo chegou depois da meia noite, preferi contratar uma van compartilhada. O objetivo era evitar riscos e tentar ao máximo garantir a minha segurança. Nesse caso, minha outra opção seria pegar um Uber, já que os ônibus não funcionam de madrugada, ou contratar um transfer. O que sairia muito mais caro.

Os valores variam de acordo com a modalidade escolhida. A mais barata é a de vans compartilhadas, e em janeiro de 2019 eu paguei R$45 (400 pesos) pelo serviço.

Opções de ônibus

Na volta, porém, eu teria que sair de Pocitos no meio da tarde, então decidi economizar. Dentre as opções restantes, escolhi o ônibus DM1. A região metropolitana de Montevidéu é servida por algumas linhas intermunicipais de ônibus, mais ou menos como a EMTU em São Paulo. Uma das linhas é a DM1, que sai do Shopping Punta Carretas e passa pelo Aeroporto, seguindo seu trajeto até Zonamerica.

Essa opção é muito boa caso você esteja hospedado nas proximidades do Shopping. Como foi o meu caso. Só precisei andar por cerca de dez minutos até a parada do ônibus, então carregar uma mala não foi um problema muito grande. Outra vantagem está na configuração do ônibus, que é de viagem e possui bagageiro. Ele fica acima dos assentos e não é muito grande, sendo capaz de armazenar no máximo mochilas. Mas isso já pode ajudar.

Mais uma vantagem é o seu preço. Por cerca de R$ 8 (68 pesos) você percorre todo o trajeto. Lembrando que, em Montevidéu, você precisa informar seu destino ao motorista do ônibus para que ele calcule o valor do percurso.

Por fim, os ônibus municipais são a escolha mais barata. E também a menos confortável. Eles são veículos comuns e podem não ser o ideal se você estiver com muitas malas. Por outro lado, os valores podem te fazer economizar bastante.

Aeropuerto de Carrasco

Pouco mais de meia hora depois de embarcar, cheguei ao aeroporto. Com algum tempo de sobra. E a ajuda da luz do dia. Pude prestar mais atenção em seus detalhes. Que não são muitos. Porque o aeroporto da capital uruguaia é bem pequeno.

Muito moderno, bem iluminado, sinalizado e organizado, o Aeropuerto de Carrasco é dividido em três andares. O inferior concentra desembarques e serviços, enquanto o primeiro fica com o check in, embaques e praça de alimentação. Por fim, o mezanino concentra alguns restaurantes e salas vip.

Piso inferior

Assim que cheguei, aproveitei as lojas de souvenirs para comprar algumas lembrancinhas. Mas não recomendo que você faça isso nunca. Adquirir chaveiros em aeroportos pode ser caríssimo. E as exceções são tão raras, que nunca encontrei uma.

De Montevidéu a São Paulo com a LATAM

Subindo as escadas rolantes, você logo encontra a área de check in. Por mais que eu já tivesse feito todo o trâmite online, fui até um dos tótens – que servem todas as companhias que operam no aero – para imprimir meu cartão de embarque. Não sei se já falei disso por aqui, mas recomendo que você sempre tenha seu cartão de embarque impresso. Muitas vezes usamos só o celular para embarcar, mas é bom garantir que você não terá problemas.

Não é incomum que a falta de um papel atrapalhe passageiros, e acredite, você não quer ser um deles. Por isso, como hoje em dia os tótens são extremamente comuns, tudo o que você precisa fazer é usar menos de um minuto do seu tempo. E pronto. Com o cartão em mãos, você evita potenciais problemas.

Como mencionei antes, o espaço do Aeroporto de Carrasco é pequeno. Por isso, só fiquei mais poucos minutos na área de check in antes de rumar para a área de embarque. Arrumei tudo na minha mala de mão. Olhei o painel de voos. Prestei atenção em conversas alheias. E passei pela segurança.

Embarque

Todo o processo de inspeção foi simples e descomplicado. O aeroporto estava vazio, então não peguei filas e demorei menos de cinco minutos para chegar até o free shop. No meio desse processo, fui impedida de colecionar mais um carimbo no passaporte. Comentei em outro post que membros do Mercosul podem entrar e sair do Uruguai usando o tóten de imigração. Ele scaneia seu passaporte e seu rosto e pronto, te libera para entrar ou sair.

Como durante a minha chegada havia bastante gente na imigração, obviamente, eu consegui burlar os seguranças e fui para a fila dos carimbos. Mas isso não deu certo na volta. Me mandaram direto para o tóten, e assim eu perdi meu carimbo. Mas tudo bem. Tendo um do Uruguai eu já estou satisfeita.

O freeshop não chega a ser grande. Mas é consideravelmente bom dadas as proporções do aeroporto. Assim que você sai da segurança, entra nele. Que por sua vez, divide os portões de embarque no meio. Para um lado, portões de 1 a 4. Para o outro, de 5 a 8. Eu falei que era um aeroporto pequeno.

Não viajo para fazer compras. Mas gosto de olhar os preços e levar uma coisinha ou outra para os meus pais. No caso, o dólar em janeiro de 2019 já não estava muito favorável. Então o máximo que pude comprar foi um vinho. Aliás, o Uruguai é um ótimo lugar para comprar vinhos. E o freeshop conta com uma parte enorme só para eles.

Aeropuerto de Carrasco

Por mais que a área de embarque seja reduzida, ela cumpre suas necessidades. É bem organizada, conta com amplos espaços de descanso – e tomadas a perder de vista, tem opções de restaurantes de cafés e salas vip.

Faltando uma hora para o meu voo, decidi gastar meus pesos restantes no restaurante. Comi alguma coisa rápida e percebi que o embarque já tinha começado. Por motivos de mala de mão, eu gosto de ser uma das primeiras a embarcar. Claro, dentro do possível e das filas de organização.

Dessa vez, não deu certo. Cheguei ao portão dez minutos após a abertura prevista e fui uma das últimas da fila. O que, ainda bem, não foi um problema. E minha mala viajou tranquila bem acima da minha cabeça.

Todo o processo de embarque desse voo de Montevidéu para São Paulo com a LATAM foi o mais rápido e simples que eu já vi. Extremamente organizado, terminou muito tempo antes do previsto e não teve intercorrência alguma. Pelo menos, nenhuma visível.

Adiós, Uruguay

Rapidamente me acomodei na minha poltrona. E quando percebi, as portas já estavam em automático. Da minha janela, o sol começava a se pôr no Urugruai. E eu chorei. O que não é exatamente uma novidade, porque eu choro toda a vez que entro em um aeroporto. E toda a vez que o avião decola.

Mas essa foi a primeira vez que eu chorei com as rodas ainda em solo. Essa viagem para o Uruguai foi a terceira que eu fiz em menos de três meses. Delas, a segunda internacional. E a terceira que eu paguei integralmente com o meu dinheiro. Montevidéu marcou muita coisa na minha vida. E uma delas foi a delícia que é conquistar o que você quer na vida. Além de perceber que eu finalmente estava fazendo o que eu sempre quis fazer: viajar. Com uma frequência considerável.

Mas não foi só isso. Montevidéu me surpreendeu muito. Me fez muito feliz. Jogou algumas verdades na minha cara. Me fez suspirar algumas milhares de vezes. E excedeu tudo o que eu imaginava que ela seria. Todos os lugares tiram alguma coisa de nós. E a capital do Uruguai tirou uma parte considerável de mim. Arrancou com as unhas afiadas. Deixou sangrar pelo asfalto das ramblas. E atirou contra o Río de la Plata.

É agridoce. Dói. Porque faz falta. E deixa cicatrizes que gritam contra qualquer dermatologista. Mas também acalma os pulmões. Agora você faz parte daquele lugar. E precisa dar um jeito de voltar.

De Montevidéu a São Paulo: LA 9455 – A320

Depois das lágrimas, prestei um pouco de atenção à aeronave. Um A320 clássico, com configuração 3-3 e nada de muito novo. Nada de entretenimento de bordo. Algumas revistas. E é isso. Afinal, um voo de pouco mais de duas horas é praticamente uma ponte aérea.

Praticamente lotado, ele decolou antes do esperado, rasgando o céu amarelado do Uruguai rumo ao Brasil. Foi um voo muito tranquilo. A tripulação, nesse trejo de Montevidéu para São Paulo com a LATAM, foi super atenciosa e simpática. Por fim, apesar do reduzido espaço da poltrona – eu não sou uma grande fã do A320 da cia – fiquei razoavelmente confortável.

Talvez a pouca reclamação venha do estado de espírito. Talvez, pelo fato de estar viajando de dia! Eu adoro ter o sol como companheiro de voos. E por mais que ele já estivesse se despedindo da América do Sul quando decolei, seus rastros ainda ficaram para trás por um tempo.

Eles me deixaram ver toda a paisagem lá embaixo. E isso me deixa tão feliz, que nem me importei quando descobri que o lanche de bordo era gelado.

Ele até que estava gostoso. E tendo em vista a tendência de simplesmente não alimentar os passageiros, achei ótimo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *