Eurodisney,  Toda viagem tem um perrengue,  Torre Eiffel

Na Europa também tem perrengue!

Olá, amigos andarilhos da Camille!

Tudo bem por aí?

Espero de verdade que você esteja se cuidando direitinho, passando álcool em gel até na imaginação.

Tenho certeza que você, jovem viajante, deve estar enlouquecido com a abstinência de conhecer lugares novos no mundo. Para te ajudar com isso, te convido para mais uma viagem cheia de perrengues. Dessa vez, vamos embarcar para a minha primeira viagem à Europa (uiii! que chique, ela é chique ela!) Sim, pode me chamar de metida que eu mereço! Rs. Essa viagem, amigues, é das chiques. Em 20 dias passamos pela Bélgica, Holanda, Londres e, finalmente, a tão sonhada Paris. Chega que brilha os olhos, né?

Como já comentei com vocês em textos anteriores, a viagem começa antes do embarque – e os perrengues também. As emoções com essa viagem para a Europa começaram nas pesquisas pelas passagens aéreas. Encontramos uma oportunidade ÓTIMA para embarcar para a Europa com a Iberia Airlines. O moço (conhecido também como meu marido e companheiro de viagens) se encarregou de fazer a compra pelo computador dele. Em alguns minutos ele me confirma que deu tudo certo e que é só aguardar a chegada do e-ticket no e-mail. Lindo.

Falsidade ideológica? Aqui não

Pouco tempo depois, e-tickets recebidos por e-mail. É disso que a gente precisa para ser feliz. Quando começo a checar as passagens me deparo com um “Natasha João Galindo”. É disso que a gente precisa para ser infeliz. Quem é essa pessoa minha gente? Por que o nome do tio do Victor está seguido do meu? Quem chamou ele pra viagem? Nesse dia, mores, o moço descobriu o poder do “auto preenchimento” do Google Chrome. Eu sei que você deve estar se perguntando “Mas Natasha do céu, ele não checou antes de comprar?”. Ele diz que sim, mores, já a passagem diz que não. Lascou né. Mas eu respirei fundo e pensei “é só ligar na Ibera e falar que tem um errinho básico de digitação, coisa pouca”. Depois eu faço isso.

Alguns dias seguidos da compra da passagem, a gente recebe um e-mail da cia aérea sinalizando uma mudança no horário do voo – sairia 10 minutos mais tarde do que o previsto. Nesse momento eu posso te dizer que se existe um Deus, ele com certeza protege os viajantes. Digo isso porque quando a companhia muda o horário do voo, você tem o direito de cancelar a compra e restituir o valor gasto. “Ah, mas se você pegou preço bom nas passagens, por que quis cancelar?” Ora, mores, a Iberia não ia deixar uma pessoa que não existe embarcar e não tem como mudar o nome do passageiro, porque no meu caso não era alterar um erro de digitação, era alterar praticamente tudo… No fim, a gente só agradece que pela primeira vez na vida alteraram o horário de um voo nosso e foi justamente quando o espírito do auto preenchimento encarnou no teclado do moço. Vai entender.

De volta à busca por passagens com preço bom – e dessa vez prestando atenção no nome dos passageiros – achamos uma ótima oportunidade via Air France – chique, né? E quem já teve a oportunidade de voar Air France sabe que a musiquinha deles fica eternizada na cabeça… “Air France is in the air… Ooouuuuu” hahaha. Pegamos ida e volta de Paris e viagens internas de trem ou de avião para os destinos que mencionei.

Primeira parada – Bruxelas

Embarque feito em Guarulhos, voo ótimo e chegamos em Paris. Agora é descobrir como chegar no trem que nos levará à Bélgica. Mas Paris é um dos lugares mais visitados do planeta e o que não falta é informação para você se encontrar. Claro, rola um medinho de entrar no trem errado e embarcar para um lugar nunca visto antes? Rola. Mas de que vale uma vida sem emoção e perrengues?

Embarcamos – no trem certo, ufa! – e chegamos na linda e maravilhosa Bélgica. O desafio agora é encontrar o apartamento que alugamos no Airbnb, nossa primeira experiência com o site. O apê ficava a um pouco mais de 1 quilômetro da estação, então achamos ok ir a pé mesmo – aham, super ok. O que eu conto para vocês, mores, é que as calçadas da Europa guardam história, e essa história é contada pelo barulho que a sua linda malinha de rodinhas vai fazer do momento que você sair da estação até o hotel ou local alugado.

Apê alugado pelo Airbnb em Bruxelas

Chegamos no prédio – suando em bicas, claro, e encontramos o proprietário. Ele abre a pequena portinha e pá! Bem-vindo à Europa e seus cinco lances de escada. Elevador é para os fracos. Mas todo esforço foi recompensado com um apartamentinho mais que maravilhoso. Aquele momento que você agradece ao universo pela economia na estadia dar certo – imaginem a felicidade do moço.

Ficamos 3 dias em Bruxelas, sendo que em 1 deles fizemos um bate-volta até Bruges, uma cidadezinha fofa próxima dali. Vale mencionar que o moço estava numa pegada “bicicleta” nessa viagem, e eu estou longe de ser um ás na arte de bicicletar, mas mesmo assim alugamos duas bikes em Bruges e consegui terminar o dia viva, o que já é um grande feito para quem se arrisca a andar de bicicleta em um lugar nunca antes visitado.

Mas até aqui deu tudo certo. No último dia em Bruxelas, tínhamos que embarcar no trem no começo da tarde. Fizemos as malas e o moço decidiu parar no mercado rapidinho para comprar as cervejas belgas que ele tanto amou e que seriam um ótimo entretenimento durante o translado até o próximo destino. Acontece que ele levou mais tempo do que o previsto para escolher as cervejas – ele é indecisos, mores –  e quando nos demos conta já estávamos atrasados para pegar o trem (que já estava pago).

Aí você fala “Tudo bem, Natasha, pega um Uber, um Táxi, um ônibus que seja para chegar na estação a tempo”. Ah mores, teria sido lindo de fato, mas não se esqueçam que eu casei com a avareza. As próximas cenas são de pura tensão: duas pessoas alucinadas, puxando suas malas de rodinhas pelas calçadas da Bélgica – e lembra que eu te contei que as calçadas guardam história? Pois muito que bem, a história se eternizou também nas rodinhas e na parte de trás das nossas malas, que nunca mais foram as mesmas depois desse dia.

Depois de literalmente correr pelas ruas, chegamos na estação suando enlouquecidamente e procurando a plataforma certa para embarcar para Amsterdã. Eu juro para vocês, entramos no trem e as portas fecharam. Um minuto a mais de atraso e teríamos perdido a viagem. Nos sentamos para descansar de tanta correria e pegamos as cervejas que nos proporcionaram um momento de glória depois de tanto esforço. Foi aí que nos demos conta que não tínhamos abridor de garrafas. Por isso eu sempre digo: a vida, mores, é uma safada.

Segunda parada – Amsterdã

Não íamos ficar muito tempo em Amsterdã. Nessa de nunca ter viajado para a Europa, acabamos colocando muitos destinos em pouco tempo – não recomendo. Mas sabem como é, é difícil fazer escolhas e abrir mão de algumas coisas, então decidimos que valia sim passar rapidinho em Amsterdã.

Você chega pela estação central, que é o coração da cidade e é também onde ficam as balsas que fazem a travessia entre os canais. E precisávamos fazer essa travessia pois ficaríamos num hostel que tinha acabado de abrir do outro lado do rio. Esse hostel foi instalado na verdade em uma antiga fábrica, num espaço realmente gigante. Apesar de muitas portas, demoramos para encontrar a que realmente coincidia com a entrada – nesse vai e vem em busca da porta certa, as rodas e as malas sofrendo como nunca antes. Recepção encontrada, hora do check-in. Apesar de ser um hostel, reservamos um quarto privativo, com cama de casal. Depois de uma hora de fila e um pessoal que realmente parecia recém-contratado, fomos informados que os quartos de casal ainda estavam em obra. Oi? Depois de algum tempo de argumentação, colocaram a gente em um quarto com duas beliches, mas que seria ocupado apenas por nós. Ótimo.

Nos acomodamos e logo começamos a checar a empresa onde alugaríamos a nossa bike. Porque se você está na capital da bicicleta, você não pode escolher outro meio de transporte! Certo? Estaria certo se você não fosse casado com a avareza. Mas como já disse, eu sou. O moço, minha gente, fez algumas contas que mostravam que sairia mais em conta alugar uma moto (scooters são permitidas nas ciclo faixas de Amsterdã). “Mas Natasha, o moço sabe pilotar moto?”. Não, nunca nem subiu em uma. “E pode alugar moto sem ter carteira de moto?”. Poder, não pode, mas quero ver se a pessoa que te atender vai traduzir a sua carteira, ler o código de trânsito brasileiro e descobrir que carteiras tipo A são as únicas com permissão para moto.

Fiquei resistente no começo, mas o moço me convenceu que tínhamos pouco tempo para conhecer vários lugares. Acordamos cedo no dia seguinte, tomamos café com os xófens (que é o que mais tem em hostel) e partimos para fazer o aluguel da tal da motinha. Chegamos lá e de fato pediram qualquer documento – uma página de revista com uma foto de uma pessoa teria servido igualmente. Então o Victor sai todo feliz com a chave. Demoramos 30 minutos só para tirar a moto do pedal de apoio. O brasileiro, mores, adora passar uma vergonha. Depois de algum tempo, finalmente o moço consegue dar a partida na moto e dar algumas voltas de teste. Nisso, eu já estava como? Tensa. Rígida. Possuída pelo medo de morrer de moto nas próximas horas. Já estava pensando até na logística de traslado do corpo. Subi a garupa e garrei no homi como se ele fosse o único responsável pela minha sobrevivência naquele momento – e era, de fato.

“Ah, Natasha, como vocês sabiam como chegar nos lugares?”. Eu queria muito te dizer que o Waze, o verdadeiro pai que nos guia, estava ali com a gente naquele momento. Mas estávamos sem chip internacional, e o moço optou pelo Google Maps off-line. Eu não sei se você já teve a oportunidade de usar este ótimo recurso e descobrir que ele funciona sim, mas com algum atraso   – a qualidade de “off-line” tinha que ter alguma desvantagem, não é mesmo? Assim, eu me segurava feito um gato desesperado com um braço e, com o outro, esticava a mão para o moço acompanhar o trajeto no Google Maps off-line atrasado.

Era uma experiência de semi-morte, onde eu fazia o papel de pessoa prestes a cair e não podia abandonar a tarefa de suporte de celular que a mim foi incumbida. Se você me perguntar do que eu lembro de Amsterdã, eu te digo que é a dor nas costas que esse marcante momento me proporcionou. Só. Mentira, eu lembro também de um punhado de pessoas se aglomerando em frente à palavra “Amsterdã”. A fila de dois meses e meio para entrar no museu da Anne Frank, e eu o Victor rasgando o assento da moto por sermos estúpidos o suficiente para não saber abrir um baú  de scooter. Santa ignorância.

O tempo passou rápido e logo estávamos no aeroporto da cidade. Era hora de embarcar para Londres, e eu queria estar feliz com aquele momento, mas só conseguia pensar na dor nas minhas costas. Despachamos as malas e fomos em busca de qualquer remédio que pudesse ter um indicativo de relaxante muscular – depois dessa viagem, eu sempre tenho comigo umas três caixas de relaxante muscular para garantir sobrevida depois de experiências de quase morte.

Achei alguma coisa que parecia que podia ajudar – afinal, holandês ainda não falamos. Então sentamos num restaurante e notamos a ausência de alguma coisa. Ah, lá vem. No caso, lá foi. Te explico. Em algum determinado momento, o moço guardou o celular dele (aquele que tem todos os vouchers da viagem, mapas online e os códigos das reservas) no bolsinho da frente da mala que acabara de ser despachada.

Próxima parada – Londres

Viajamos uma hora com a certeza de que não encontraríamos nada quando chegássemos em Londres. Na verdade, desconfiamos que talvez os caquinhos do celular chegariam com a gente, no máximo. É nesse ponto que eu te afirmo que existe um santo, uma alma, alguma energia aí que protege o Brasileiro novato de viagens à Europa and Reino Unido. A mala chegou e lá estava o celular, intacto. Obrigada energia do bem!

Mas aquilo, ajuda divina tem limite e não se estende até a zona cinco de Londres. Mores, por questões de ser um dos lugares mais caros do mundo para se hospedar, caímos da besteira de escolher um hotel confortável, mas que ficava extremamente distante da cidade. Londres é dividida por “anéis”, sendo a zona 1 o anel de ouro, e a zona 5, o anel de latão, feito da reciclagem do abridor de latinha que a gente sabe que você junta aí na sua casa para fazer brinco. Dura a vida.

Pegamos o metrô, depois trem para chegar na zona distante. Com a Livra (sim, a gente rebatizou a moeda) custando 6 reais, a zona 5 foi o que nos pareceu mais aceitável em termos de gastos com hospedagem. Assim como nos demais países, aqui também estávamos à mercê dos mapas off-line. E foi assim que demoramos uma vida todinha para encontrar o nosso hotel. Emoção? A gente vê por aqui.

Apesar de ser de fato confortável, nos arrependemos levemente, pois demorávamos uma hora para chegar no centro. “Ai, fresca, você demora muito mais para chegar no seu trabalho morando em São Paulo”. É verdade. Mas em São Paulo, boa parte das vezes, eu coloco o meu pezinho para fora de casa e tem ali um solzinho que me acompanha. Em Londres, eu te digo, tem uma nuvem cinza por habitante e turista. Isso, uma para cada. E tem também um frio que invade a sua roupinha de país tropical, além de uma chuva que não respeita guarda-chuvas. Mas tudo lindo, estamos na Terra da Rainha. Chique. Mesmo encharcado de chuva, chique. Mesmo andando e fazendo “tcheque, tcheque” com os pés molhados. Chique.

Foi em Londres, que não é a capital da bicicleta, que o meu doce cônjuge se viu direito de alugar bicicletas. Ótimo, estamos indo bem nessa viagem, temos um total de dois segundos para resetar o cérebro e configurá-lo novamente para direção de mão esquerda. Isso porque transporte público é bem caro em Londres, mesmo com o cartão Oyster (bilhete único dos ricos). O moço tinha visto que pagaríamos 1 Pound (um dos dinheiros mais ricos do mundo) para andar por 30 minutos de bicicleta.  Mas não podia passar disso. Tínhamos que chegar na próxima estação de bicicletas em menos de 30 minutos para devolver a bike usada e pegar outra, para continuar pagando apenas 1 Pound. Isso num lugar nunca antes visitado, com o Google Maps off-line e segurando o guidão com uma mão para segurar o celular com a outra. Promissor…

Do mesmo jeito que tem aquele espírito, energia (seja lá qual for o nome que quiser dar), que ajuda o viajante, tem também aquele que zomba dos que decidem abusar da sorte. Lá estávamos, cada um com a sua bicicleta, e então entramos numa rua cheia de fitas de bloqueio de trânsito e um moço fazendo sinal para passarmos pela fita. O espirito zombeteiro estava encarnado nesse moço. Corta a cena e tudo o que eu me lembro é que eu e o moço estávamos no meio do que parecia ser uma corrida de bike profissional. Isso mesmo, anjes, estávamos NO MEIO de uma corrida profissional de ciclistas, sendo nós os dois únicos tontos sem uma bike profissional, sem um número colado nas costas e sem mesmo qualquer intenção de fazer parte daquilo.

Se nós percebemos que estávamos no lugar errado, na hora errada, não demorou muito até que guardas de Londres também notassem. Olha, eu não sei se você já assistiu E.T., mas eu me senti o Eliot fugindo da polícia, com um extraterrestre na cestinha, ou melhor, na bicicleta ao lado, também conhecido como meu marido.

 

Não preciso te dizer que demoramos mais de 30 minutos para chegar na próxima estação de bikes – o que foi facilmente relevado pelo fato de que poderíamos ter sido deportados e não fomos. Glória.

Mesmo com todos esses perrengues, foi lindo ver a London Eye (só ver, né mores? Livra a 6 reais, olhar mais do que basta), a troca da guarda, o Big Ben, a torre de Londres… Tudo muito muito muito bonito. Mas guardamos o melhor para o final.

Último destino – Paris

Chegamos em Paris tarde da noite, depois de pegar um trem-bala que era mais caro que passagem de avião, mas o moço tinha curiosidade de andar no tal do trem, o que foi de fato uma grande decepção, já que o túnel com os trilhos é subterrâneo e você não consegue ver absolutamente nada além do breu eterno não recomendado para claustrofóbicos.

Alugamos um Airbnb em Paris também e tínhamos a mais plena certeza de que seria tão lindo quanto o que alugamos em Bruxelas. Encontramos com uma mocinha, namorada do dono do apartamento, que nos abriu um portãozinho que dava para um corredor escuro, até chegar numa escada de madeira – mais uma vez, elevador pra quê? Subimos então alguns lances de uma escada BEEEEM estreita até chegar nos 20 metros quadrados que nos abrigariam nos próximos 6 dias. Legal. A moça explicou rapidamente o funcionamento das coisas, deixou as chaves e sumiu. Ótimo, vamos descansar, mesmo com um medinho de ter uma fechadura de 4 trincas na porta.

Registro do apartamento recebendo uma bela limpeza

Está tudo bem – pelo menos até abrir a geladeira, olhar com atenção o chão, os móveis e descobrir um total de zero limpeza no lugar. Minha gente, se tem uma coisa que o Brasileiro gosta é de um lugar limpinho, de um cheirinho de Veja, que um odor de OMO no lençol. Mas ali mores, ali só tinha podridão. Eu fiquei desesperada. Mesmo. A sujeira era tanta que cogitamos sair dali e procurar um hotel. A dúvida era que muitos amigos já tinham mencionado que até mesmo os hotéis um pouco mais caros  em Paris não são lá um primor na limpeza.

O que fazer então? Bom, vamos ficar aqui 6 dias e não vamos conseguir conviver com essa sujeira. Então, vamos nos livrar dela! Corta a cena, dois brasileiros em Paris, limpando o apartamento de uma pessoa muito porca. Terminamos quase 4 da matina. Sim, juro, mas te digo, valeu muito à pena e pude dormir na paz de um lugar limpinho.

No dia seguinte nos demos o direito de sair em busca de um bom café da manhã. Passando pelo portão do prédio, percebemos que uma senhora estava na porta, com uma maquiagem forte e roupas justas e decotadas. Beleza, né, não tem problema nenhum – que se tem uma coisa que eu não sou é conservadora. Fomos passear e voltamos, a moça estava descendo as escadas com um moço. Tá bom também.

Nos dias que se seguiram, a movimentação era essa mesma, moças e moços, descendo e subindo, cometendo o pecado da luxúria em troca de dinheiros. É, eu entendo, assim como a Livra, o Euro sempre esteve o olho da cara – ou de outro lugar do corpo, como preferir, hahaha. Engraçado mesmo foi o dia que encontramos a moça descendo e estávamos subindo e ficamos sem saber o que fazer – como contei, a escada era muito estreita, e a moça andava mesmo com as pexugas praticamente pra jogo. Eu não queria ser desrespeitosa e encostar. O Victor, claro, com medo de encostar e ter que pagar. Já imaginou? Ele morreria.

E te conto que sim, ficaria nesse lugar de novo, pois tinha uma ótima localização e depois da nossa limpeza, ficou ótimo para vivermos a cidade em sua plenitude. Era pertinho da Torre Eiffel, onde fomos mais de uma vez assistir o show de luzes que acontece de noite e que tem como espectadores os milhares de turistas e 1/3 da população mundial de ratos – para ser feliz em Paris, você tem que focar no que realmente importa.

E sabe o que importa? Realizar sonhos. E em Paris tinha nada mais nada mesmo do que a única Disney na Europa. Depois de ler diversos comentários falando mal da Disney Paris, fiquei com receio de ser um verdadeiro fiasco – o que não se confirmou. “Ai, a Disney Paris é muito pequena”, “A Disney de Orlando tem muito mais coisa”. O bebê, vamos fazer um exercício típico dos anos 90. Pega aí um papel vegetal e coloca sobre o Atlas (não sabe o que é? Então procura no Google um mapa da França). Depois desenha no papel o contorno da França e coloca sobre o mapa da Flórida. Ah criança, notou como não dá para comparar?  Essa era a minha terceira Disney diferente e te afirmo, todas valeram a viagem, os ingressos. Cada uma com a sua peculiaridade, com as suas diferenças, mas todas lindas. Recomendo. Mas claro, não adianta ir para Paris em busca de quatro parques temáticos diferentes com o Mickey. Não vai rolar.

Depois de passar alguns dias comendo a melhor baguete, chocolates e os melhores queijos que já provamos, voltamos para a nossa doce e limpinha casinha, cantando por 5 semanas seguidas “Air France is in the air! Uuuuoooouuu” – deixo aqui os meus parabéns à equipe de marketing da Air France que criou essa musiquinha viciante.

Hora de desfazer as malas e refazer para o nosso próximo destino. “Como assim, Natasha? Tá louca?”. To não, more. Se eu ainda não me cansei da Disney, você também não vai, e é para lá que vamos embarcar novamente – e sim, tem novos perrengues! Pois quando você acha que está expert num destino, vem a vida e mostra que o É o Tchan sempre esteve certo: “Sabe de nada, inocente”.

Ficou com curiosidade? Então fica de olho aqui no blog para não perder os próximos perrengues.

Beijinhos no seu coração viajante.

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