Como foi viajar para a praia na pandemia? 4 dias em família no Guarujá
Durante os dois anos mais críticos da pandemia, eu só fiz viagens de turismo de isolamento. Mas no fim de 2021, voltei às viagens mais turísticas. Ainda com muito cuidado e muito medo, mas comecei a me sentir mais segura para isso. E foi assim que, todos com duas doses da vacina no braço, eu e minha família resolvemos viajar para a praia na pandemia, em dezembro de 2021.
Confesso, é estranho voltar a falar desse período tanto tempo depois. Agora estamos em 2026 e a pandemia é uma lembrança distante. Traumática, mas distante, como uma vida que deixamos para trás ou um grande pesadelo coletivo. Mas eu tenho medo, justamente, de esquecer. Por isso resolvi deixar esse relato aqui.
Viajar para a praia na pandemia
Aproveitei o meu recesso no trabalho e fomos. Foram quatro dias no Guarujá, na Baixada Santista. Nós quatro em um apartamento só para nós, tudo no meio da semana e com muito, mas muito ar livre. Essa era a grande condição para a viagem acontecer, e o que me deixou mais tranquila em um momento em que os números começaram a subir um pouco mais.

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Depois do turismo de isolamento, um pouco de gente
Essa, porém, não foi a minha primeira viagem turística pós isolamento. Algumas semanas antes eu tinha pegado um avião, sozinha, e passado alguns dias em Curitiba. Essa experiência também me ajudou a decidir ir para a praia. Um dia conto dessa viagem por aqui também, podem deixar.
Porque apesar do medo, dos cuidados, de só comer em espaços abertos ou do lado de uma janela, de evitar pessoas, de só tirar a máscara para comer e ter pequenos episódios de taquicardia ao ver alguém tossir, espirrar, fungar ou limpar o nariz, Curitiba me fez bem.
Eu percebi que estava pronta para retomar a vida que eu mais amo, que é a vida com viagens.
Literalmente, aos poucos colocando os pés no mar
Os dias foram, basicamente, de praia.
Nos hospedamos na Praia das Pitangueiras, eu saía cedinho para andar na praia, depois escolhíamos uma para passar um pedaço do dia.

Teve pôr do Sol na Praia das Astúrias, em um cantinho que eu nunca antes conhecera.

Depois, fomos para a Praia do Tombo, que eu também não conhecia e é uma das praias brasileiras a ter o selo Bandeira Azul, uma certificação ambiental internacional super rigorosa.

Ali também descobrimos um lugar maravilhoso para comer, com mesas ao ar livre: o Georgia Café.

Além disso, conhecemos o então recém-inaugurado Mirante das Galhetas, que é belíssimo e tem um fim de tarde de tirar o fôlego.

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Muitos espaços abertos, distanciamento e máscaras
O ponto em comum? Tudo sempre em espaços abertos, bem abertos. Tudo sempre o mais longe o possível das outras pessoas. Guarda-sol? Nunca grudado em outra família. Espaço no Mirante? Sempre a alguns bons passos de outros visitantes. Mesa no restaurante? No lado de fora, de preferência sem mais ninguém ao lado.
E as máscaras. Elas, sempre presentes, mesmo ao ar livre, mesmo com poucas pessoas ao redor. E sempre máscaras PFF-2, que nos acompanharam fielmente em toda essa jornada que foi a pandemia.

Pode parecer exagero, pode parecer paranoia, mas a pandemia foi levada muito a sério por essa família. Minha avó, que hoje não está mais aqui, estava passando por um tratamento oncológico. Seu marido, meu avô, já tinha mais de 70 anos. Eu, na época nos meus 20 e poucos anos, era do grupo de risco. Não lembro se já falei disso aqui, mas sou imunocomprometida e vivo com uma doença crônica que, como costuma ser, vai me acompanhar para o resto da vida.
Todos os passos precisavam ser bem calculados se a gente quisesse sair daquele pesadelo com todos os membros vivos. E deu certo. Para a minha família e também para outras, porque sei que o cuidado de uma pessoa era capaz de proteger muitas outras, e não só seu pequeno núcleo familiar. (Aproveito para agradecer você que também se cuidou e acabou cuidando de tantos outros, teoricamente a vida em sociedade deveria ser sempre assim.)
Hospedagem? Um apartamento só para nós para viajar para a praia na pandemia
E para completar, ficamos em um apartamento só para nós, onde sempre ficávamos ao viajar para o Guarujá. O elevador nunca era compartilhado e não havia áreas comuns, apenas alguns espaços compartilhados ao ar livre.
Foi o que precisamos para ter paz naquela semana, que oxigenou nosso fim de ano e foi o prenúncio de que os dias mais críticos da pandemia estavam, finalmente, nos deixando em paz.
No fim, viajar para a praia na pandemia, quando tudo estava começando a ficar sob controle, foi a nossa melhor decisão para aquele fim de ano.
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