Coincidências loucas e três dias entre Belo Horizonte e Ouro Preto
Viajar duas vezes para Minas Gerais, em um mesmo ano? Sim, isso aconteceu em 2019, algo que mostra como eu tive sorte. Depois de passar um fim de semana em Monte Verde no fim de agosto, começo de setembro, eu voltei para o estado em outubro. Dessa vez, para conhecer um pouquinho da capital e realizar um sonho. Fui para Belo Horizonte e Ouro Preto.
Mas a verdade é que eu deveria ter ido pra Colômbia naquele mês. O plano, desde o começo do ano, era apresentar o meu TCC em um congresso no país, junto da Larissa, minha dupla acadêmica. Lembram dela da viagem para Joinville, em 2018? Porém, o congresso decidiu não aceitar trabalhos de graduandos, e foi assim que dei adeus à ideia de conhecer mais um país naquele ano.
Mas outra oportunidade surgiu. Nem tão grandiosa, mas tão maravilhosa quanto: um seminário de comunicação na UFMG, em Belo Horizonte, também em outubro.
Um dia em BH, dois dias em Ouro Preto

O seminário aconteceria em uma sexta-feira, nas vésperas de um feriado. Pedi folga no trabalho, emiti minhas passagens com milhas e montei todo o roteiro com a Larissa. Porque, obviamente, é claro que a gente ia aproveitar a oportunidade para turistar.
Para nós, essa pareceu a oportunidade perfeita para conhecer Ouro Preto. Segundo nossas pesquisas, dois dias seriam o suficiente para um roteiro rápido, mas bem redondinho, por essa cidade que eu sonhava em conhecer desde criança.
Belo Horizonte – ou melhor, UFMG
Pois bem, fizemos isso. Chegamos em BH na noite da quinta, nos hospedamos na Pampulha, porque o seminário aconteceria no campus da região, e apresentamos nosso TCC no dia seguinte.

Mas também passeamos pela UFMG, conhecemos todos os gatos do campus e as livrarias também.

Ouro Preto e um sonho realizado
No dia seguinte, um Uber nos deixou na rodoviária, onde pegamos um ônibus para Ouro Preto. Foi só uma noite na cidade, mas o suficiente para deixar aquela sensação gostosa de sonho realizado no peito.

Entramos em mais igrejas do que consigo lembrar, quase caímos mil vezes nas ladeiras escorregadias da cidade, compramos brincos de ouro preto, visitamos uma mina de ouro e uma senzala, e foi impossível não ficar mal depois de tantos registros dos horrores da escravidão. Passeios duros, mas necessários, assim como ter a noção de que Ouro Preto só existiu, e ainda existe, por conta de tantas pessoas escravizadas.
Também comemos muita comida mineira, compramos queijo e doce de leite, passeamos durante a noite e vimos toda a movimentação da Festa do Doze. Todos os anos, o feriado de Nossa Senhora Aparecida é, também, o aniversário da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em que todas as repúblicas da cidade entram em festa, reunindo estudantes atuais e quem já se formou há muitos anos.

Na noite do domingo, voltamos para Belo Horizonte. Nos hospedamos em um hotel pertinho do aeroporto, de onde nosso voo de volta para São Paulo saiu na manhã seguinte.
Uma viagem rápida, que misturou vida acadêmica com turismo, e realizou alguns sonhos. Com gosto de pão de queijo e doce de leite. É claro.
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